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Briskcom - SATÉLITES LEO: O QUE SÃO, COMO FUNCIONAM E POR QUE ESTÃO MUDANDO A INTERNET NO MUNDO

Durante décadas, a internet esteve fortemente associada a cabos, antenas terrestres e grandes centros urbanos. No entanto, uma nova geração de tecnologia está mudando esse cenário de forma acelerada: os satélites de baixa órbita, também conhecidos como satélites LEO (Low Earth Orbit).

Essa tecnologia vem ganhando destaque por permitir internet de alta velocidade e baixa latência em praticamente qualquer lugar do planeta, incluindo regiões remotas, áreas rurais, oceanos e locais onde a infraestrutura tradicional não chega, ou onde as alternativas existentes, como outras modalidades de internet via satélite (em órbitas mais altas e outras faixas), até estão disponíveis, mas não oferecem o mesmo nível de desempenho, estabilidade e baixa latência.

Neste artigo, você vai entender o que são os satélites LEO, como eles funcionam, quais são as principais opções disponíveis atualmente e para quem a internet de baixa órbita é mais indicada.

 

O que são satélites de baixa órbita (LEO)?

Satélites de baixa órbita são satélites artificiais que orbitam a Terra a uma altitude relativamente baixa, geralmente entre 300 e 2.000 quilômetros da superfície terrestre.

Essa diferença de altitude traz impactos diretos na qualidade da conexão. Quanto menor a distância entre o satélite e o usuário, menor o tempo que o sinal leva para ir e voltar, o que reduz a latência e melhora a experiência de navegação, chamadas de vídeo, aplicações em nuvem e outros serviços sensíveis ao atraso de resposta.


Como funciona a internet via satélites LEO?

Ao contrário dos sistemas tradicionais, que utilizam poucos satélites muito distantes, a internet via LEO funciona por meio de constelações, que são redes formadas por centenas ou milhares de satélites que trabalham de forma integrada.

O funcionamento básico pode ser resumido assim:

  1. O usuário possui um terminal ou antena em solo.
  2. Esse terminal se comunica com o satélite LEO mais próximo.
  3. O sinal pode ser retransmitido entre satélites no espaço ou enviado a estações terrestres conectadas à internet global.
  4. A resposta retorna pelo mesmo caminho, com latência reduzida.

Como os satélites estão em constante movimento, o sistema alterna automaticamente a conexão entre eles, mantendo o serviço ativo de forma contínua.

 

Por que os satélites LEO se tornaram tão importantes?

A popularização das constelações LEO está diretamente ligada a três grandes fatores:

  1. Inclusão digital

Milhões de pessoas ainda vivem em regiões onde não há acesso à fibra óptica, redes móveis confiáveis ou qualquer infraestrutura de telecomunicações. Os satélites LEO possibilitam levar internet a esses locais sem a necessidade de grandes obras físicas.

  1. Conectividade global e mobilidade

Navios, aeronaves, veículos em movimento, plataformas offshore e operações remotas podem manter conexão constante, algo extremamente difícil de alcançar apenas com redes terrestres.

  1. Novas aplicações digitais

Tecnologias como computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT), agricultura inteligente, monitoramento remoto e telemedicina dependem de conectividade confiável, inclusive fora dos grandes centros urbanos.

 

Starlink e Amazon LEO: os dois principais protagonistas da internet via satélite de baixa órbita

Quando se fala em internet via satélite de baixa órbita atualmente, dois nomes se destacam de forma clara: Starlink, da SpaceX, e Amazon LEO (antigo Project Kuiper), da Amazon. Embora existam outras constelações relevantes, essas duas iniciativas concentram a maior atenção do mercado por escala, investimento, ambição global e impacto tecnológico.

Apesar de terem objetivos semelhantes: levar internet de alta qualidade a qualquer lugar do mundo, Starlink e Amazon LEO adotam estratégias, ritmos e focos ligeiramente diferentes.

Starlink

A Starlink é hoje a maior e mais madura rede de satélites LEO em operação comercial. Desenvolvida pela SpaceX, a constelação começou a ser lançada em 2019 e cresceu de forma extremamente acelerada nos anos seguintes.

A Starlink opera com milhares de satélites ativos em órbita baixa, distribuídos em diferentes camadas orbitais. Os satélites utilizam principalmente as bandas Ku e Ka, e versões mais recentes já incorporam links ópticos a laser, permitindo comunicação direta entre satélites no espaço, sem depender exclusivamente de estações terrestres.

 

Amazon LEO (Project Kuiper)

A Amazon LEO é a entrada da Amazon no mercado de satélites de baixa órbita. Embora tenha começado depois da Starlink, trata-se de um dos projetos mais ambiciosos do setor, com investimento bilionário e forte integração com o ecossistema da empresa.

O plano da Amazon prevê uma constelação de mais de 3.000 satélites LEO, distribuídos em múltiplos planos orbitais. O objetivo é criar uma rede escalável, altamente confiável e capaz de atender desde usuários residenciais até grandes corporações.

Desde o início, o projeto foi concebido com foco em engenharia de longo prazo, priorizando eficiência espectral, controle de interferência e integração com redes terrestres.

Um dos principais diferenciais conceituais do Amazon LEO é sua integração direta com a AWS (Amazon Web Services). Isso abre espaço para aplicações como:

  • Conectividade nativa para workloads em nuvem;
  • Suporte avançado a IoT e edge computing;
  • Redes híbridas (satélite + fibra + 5G).

 

Embora ainda esteja em fase de implantação, a Amazon LEO avança rapidamente e a expectativa do mercado é que o Amazon LEO se torne o principal concorrente direto da Starlink nos próximos anos, especialmente em ambientes empresariais e institucionais.

 

O impacto dessas constelações no futuro da conectividade

A consolidação de Starlink e Amazon LEO marca uma mudança estrutural no setor de telecomunicações. Pela primeira vez, a internet de alta qualidade deixa de ser limitada por geografia, infraestrutura física ou densidade populacional.

No médio e longo prazo, essas redes devem:

  • Reduzir o abismo digital entre regiões conectadas e desconectadas;
  • Complementar redes terrestres, em vez de substituí-las;
  • Viabilizar novos modelos de negócio e serviços digitais globais.

Mais do que concorrentes, Starlink e Amazon LEO são vetores de transformação que ajudam a redefinir o que significa estar conectado em escala planetária.

Outros projetos relevantes

  • OneWeb (Eutelsat): Constelação já operacional, com foco maior em conectividade corporativa, governamental e parcerias com operadoras de telecomunicações. Possui cobertura global, embora com menos satélites que a Starlink.
  • IRIS²: da União Europeia, voltada à comunicação segura.
  • Guowang e Qianfan: projetos chineses de larga escala.
  • Telesat Lightspeed, do Canadá, focado em clientes empresariais.

 

Para quem a internet via satélite LEO é recomendada?

A internet de baixa órbita não substitui todas as tecnologias existentes, mas é especialmente indicada para alguns perfis:

  1. Pessoas em áreas rurais ou remotas

Onde fibra óptica e redes móveis são inexistentes ou instáveis, o satélite LEO pode representar a primeira conexão de qualidade.

  1. Empresas com operações distribuídas

Agronegócio, mineração, energia, logística, construção e monitoramento ambiental se beneficiam de conectividade em locais isolados.

  1. Transporte e mobilidade

Navios, aviões, embarcações fluviais e frotas móveis dependem de soluções que funcionem em movimento.

  1. Projetos de IoT e monitoramento

Sensores, equipamentos remotos e sistemas críticos podem operar com mais confiabilidade usando redes LEO.

 

⚠️ Mas atenção!

Aqui vale um reforço importante:

A internet via satélite LEO é altamente eficiente em velocidade e latência, mas não é a tecnologia mais indicada para aplicações que demandam alta disponibilidade e confiabilidade contínua.

Para operações de alta criticidade em regiões remotas, como ambientes de operações de missão crítica, sistemas essenciais e infraestrutura sensível, a recomendação técnica é o uso de internet via satélite geoestacionário (GEO).

Isso ocorre porque, no modelo GEO, a comunicação acontece com um satélite estático, o que proporciona:

  • maior continuidade de enlace,
  • menor variação de conexão,
  • mais previsibilidade operacional,
  • maior confiabilidade em ambientes críticos.

Já os satélites LEO, apesar de oferecerem maior velocidade e menor latência, operam em faixas orbitais mais congestionadas, o que pode impactar a estabilidade e a disponibilidade em cenários de alta exigência operacional.

 

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O futuro da internet via satélite

A tendência é que a internet via satélite de baixa órbita se torne cada vez mais acessível, integrada e complementar às redes terrestres. Espera-se:

  • Terminais menores e mais baratos.
  • Integração com redes 5G e futuras gerações móveis.
  • Maior concorrência, reduzindo custos e ampliando opções.
  • Expansão de aplicações críticas e industriais.

Em vez de substituir outras tecnologias, os satélites LEO devem atuar como parte de um ecossistema híbrido de conectividade, garantindo acesso onde antes isso não era possível.

 

Conclusão

Os satélites de baixa órbita representam uma das maiores transformações recentes no setor de telecomunicações. Ao permitir internet rápida, estável e com baixa latência em locais antes desconectados, essa tecnologia amplia oportunidades econômicas, sociais e tecnológicas em escala global.

Entender como funcionam os satélites LEO, quais são as opções disponíveis e para quem essa solução é indicada é essencial para acompanhar a evolução da conectividade nos próximos anos, especialmente em um mundo cada vez mais digital e interconectado.

 

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