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Briskcom - PEN 2025–2029: O QUE O PLANEJAMENTO DO ONS REVELA SOBRE OS PRÓXIMOS DESAFIOS OPERACIONAIS DO SETOR ELÉTRICO

Publicado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Plano de Operação Energética (PEN) 2025–2029 estabelece diretrizes relevantes para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) ao longo da segunda metade da década.

O documento consolida análises operativas e cenários que ajudam os agentes do setor elétrico a compreender os desafios associados à evolução da matriz energética, ao crescimento da demanda e à crescente complexidade da operação do sistema.

Passado o primeiro ano desde a publicação do plano, algumas de suas diretrizes começam a se refletir de forma mais clara nas discussões e decisões operacionais do setor. Nesse contexto, revisitar os principais pontos do PEN ajuda a compreender como a operação do sistema tende a evoluir e quais capacidades técnicas se tornam cada vez mais críticas para garantir segurança e confiabilidade.

Para empresas que atuam na geração, transmissão e distribuição de energia, compreender as análises e cenários apresentados pelo ONS é fundamental para orientar decisões de investimento e preparar suas infraestruturas para um ambiente operacional cada vez mais complexo e dinâmico.

 

Crescimento da carga e aumento da complexidade operacional

Entre os pontos destacados no PEN 2025–2029 está a projeção de crescimento contínuo da carga no Sistema Interligado Nacional.

Conforme indicado nas análises operativas apresentadas no documento, esse crescimento está associado a fatores como a eletrificação de processos produtivos, a expansão do consumo em regiões fora dos grandes centros e novas demandas relacionadas à transição energética.

Do ponto de vista operacional, esse cenário representa mais do que um simples aumento de demanda. Ele implica também maior complexidade na gestão do sistema, especialmente diante da expansão de ativos distribuídos geograficamente, como subestações, linhas de transmissão e parques de geração renovável.

À medida que o sistema elétrico se torna mais distribuído e interconectado, a operação passa a depender cada vez mais da disponibilidade de dados e da capacidade de comunicação contínua entre os ativos em campo e os centros de operação.

( Arte: ONS)

 

Renováveis, intermitência e necessidade de dados em tempo real

Outro ponto central destacado no PEN é a crescente participação de fontes renováveis variáveis, como solar e eólica, na matriz elétrica brasileira.

Essas fontes desempenham papel essencial na transição energética, mas também introduzem novos desafios operacionais relacionados à variabilidade da geração e à necessidade de maior flexibilidade do sistema.

Entre os aspectos discutidos no documento estão:

  • variabilidade da geração renovável;
  • necessidade de respostas operacionais mais rápidas;
  • maior incidência de restrições operativas e curtailment.

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Para lidar com esse cenário, o operador do sistema e os agentes do setor dependem cada vez mais de visibilidade em tempo real dos ativos de geração e transmissão. Medições confiáveis e comunicação contínua entre campo e centros de controle tornam-se elementos essenciais para a tomada de decisão operacional.

Nesse contexto, qualquer falha na transmissão dessas informações pode impactar diretamente a capacidade de resposta do sistema e a segurança da operação.

 

Confiabilidade e resiliência operacional

O PEN também destaca a importância de fortalecer a resiliência da operação do sistema elétrico, especialmente diante de eventos climáticos extremos, falhas de infraestrutura ou cenários de contingência.

A manutenção da confiabilidade operacional exige estruturas capazes de garantir a continuidade da comunicação e do monitoramento mesmo em situações adversas.

Do ponto de vista tecnológico, isso envolve a adoção de arquiteturas mais resilientes, incluindo:

  • redes de comunicação redundantes;
  • múltiplos meios de transmissão de dados;
  • estratégias de contingência para centros de operação e ativos críticos.

Nesse cenário, a infraestrutura de telecomunicações assume papel cada vez mais relevante para o funcionamento do sistema elétrico. A troca contínua de dados entre ativos em campo e centros de operação é fundamental para permitir respostas rápidas a eventos operacionais e variações de geração.

 

Uma leitura operacional do PEN

Uma leitura operacional do PEN sugere que a evolução do sistema elétrico brasileiro será marcada por um aumento significativo na dependência de dados em tempo real e na integração entre diferentes infraestruturas tecnológicas.

À medida que a matriz energética se torna mais diversificada e o sistema mais distribuído, a capacidade de comunicação entre ativos, centros de operação e sistemas de monitoramento tende a se tornar ainda mais crítica para garantir a confiabilidade da operação.

Nesse contexto, a infraestrutura de telecomunicações, que já era peça importante do sistema elétrico, passa a ser estratégica e fundamental, peças necessárias para viabilizar a operação do sistema elétrico moderno.

Empresas especializadas em conectividade para operações críticas contribuem nesse processo ao apoiar agentes do setor na implementação de redes de comunicação capazes de atender aos requisitos operacionais do sistema.

A Briskcom atua nesse segmento desenvolvendo soluções de telecomunicação voltadas à operação de ativos energéticos, especialmente em ambientes remotos ou com infraestrutura limitada.

 

Planejamento energético também exige planejamento de conectividade

Diante das tendências apontadas no plano, surge uma reflexão importante para o setor: as infraestruturas de telecomunicações atualmente utilizadas estão preparadas para suportar o nível de integração, disponibilidade e confiabilidade que a operação do sistema elétrico exigirá nos próximos anos?

O PEN 2025–2029 evidencia que a evolução do setor elétrico brasileiro não depende apenas da expansão da geração e da transmissão de energia, mas também da capacidade tecnológica de sustentar uma operação cada vez mais complexa e interconectada.

Nesse cenário, planejar a expansão da infraestrutura energética sem considerar as capacidades de comunicação e transmissão de dados pode representar um risco operacional relevante.

Acompanhar e compreender as diretrizes estabelecidas pelo ONS permite que os agentes do setor se preparem adequadamente para os desafios operacionais que se consolidam ao longo da década.

 

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