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Briskcom - COMUNICAÇÃO COMO INFRAESTRUTURA CRÍTICA NA OPERAÇÃO ELÉTRICA

Durante décadas, a infraestrutura elétrica foi construída com foco prioritário em geração, transmissão e distribuição de energia. Subestações, transformadores, linhas de transmissão e sistemas de proteção sempre estiveram no centro das estratégias de expansão e modernização do setor. No entanto, a transformação digital vem mudando profundamente essa realidade.

À medida que as redes elétricas se tornam mais complexas, distribuídas e inteligentes, a capacidade de monitorar, controlar e automatizar ativos em tempo real passou a depender diretamente da qualidade da infraestrutura de comunicação. Em outras palavras, não basta apenas transportar energia com eficiência; é necessário garantir que os dados circulem com a mesma confiabilidade.

Nesse contexto, a comunicação deixou de ser vista como um recurso de apoio à operação e passou a ocupar uma posição estratégica. Hoje, ela é reconhecida como uma infraestrutura crítica para utilities, concessionárias, geradoras, transmissoras e demais organizações responsáveis pela operação de sistemas elétricos.

 

Da operação tradicional às redes inteligentes

Historicamente, muitas operações elétricas funcionavam com baixo nível de conectividade. Informações eram coletadas localmente, processos dependiam de inspeções presenciais e grande parte das decisões era baseada em análises históricas.

Embora esse modelo tenha sido suficiente por muitos anos, ele se tornou incompatível com as exigências atuais de eficiência, disponibilidade e previsibilidade.

A evolução tecnológica trouxe novos desafios e oportunidades. O crescimento das energias renováveis, a descentralização da geração, a expansão de dispositivos conectados e a necessidade de respostas mais rápidas a eventos operacionais impulsionaram a transformação das redes convencionais em ambientes altamente digitalizados.

Hoje, a operação elétrica moderna depende da troca contínua de informações entre:

  • subestações;
  • centros de operação;
  • sensores distribuídos;
  • religadores automáticos;
  • medidores inteligentes;
  • sistemas supervisórios;
  • plataformas analíticas;
  • aplicações de inteligência operacional.

Essa conectividade permanente é o que permite construir redes mais eficientes, seguras e resilientes.

 

Por que a comunicação passou a ser considerada infraestrutura crítica?

Em uma operação elétrica moderna, a indisponibilidade da comunicação pode gerar impactos tão relevantes quanto a indisponibilidade de equipamentos físicos.

Sem conectividade adequada, torna-se impossível realizar atividades essenciais como monitoramento em tempo real; telemetria de ativos; automação de redes elétricas; proteção remota; resposta a falhas; gestão de alarmes; manutenção preditiva; integração entre sistemas de TI e OT entre outros. Por esse motivo, a comunicação passou a ser tratada como um componente crítico da operação.

Uma analogia bastante utilizada no setor é comparar a rede elétrica a um organismo vivo. Nesse cenário, os equipamentos representam os órgãos responsáveis pelo funcionamento do sistema, enquanto a infraestrutura de comunicação atua como o sistema nervoso, transportando informações que permitem perceber eventos, processar dados e executar ações de forma coordenada.

Sem esse fluxo contínuo de informações, a capacidade de observação e resposta da operação é severamente comprometida.

O papel da comunicação no monitoramento e controle da rede elétrica

O monitoramento em tempo real é um dos principais pilares da eficiência operacional no setor elétrico.

Sensores instalados em diferentes pontos da rede coletam informações desde tensão a condições ambientais, passando por qualidade da energia e desempenho de equipamentos.

Esses dados precisam ser transmitidos com segurança, disponibilidade e baixa latência para que operadores e sistemas automatizados possam agir rapidamente diante de qualquer anormalidade.

Em um cenário de sobrecarga de transformadores, por exemplo, a comunicação permite identificar o problema imediatamente e executar ações corretivas antes que ocorram interrupções ou danos aos equipamentos.

O mesmo vale para falhas em linhas de distribuição, oscilações de tensão ou até mesmo eventos climáticos que impactam a infraestrutura elétrica.

Quanto maior a visibilidade operacional, maior a capacidade de antecipar problemas e reduzir riscos.

 

Como a conectividade viabiliza automação, telemetria e resposta em tempo real?

A automação das redes elétricas depende diretamente da comunicação.

Sem conectividade confiável, dispositivos inteligentes não conseguem trocar informações, sistemas supervisórios perdem capacidade de controle e decisões críticas deixam de acontecer em tempo hábil.

A telemetria chega para permitir que dados operacionais sejam enviados continuamente para centros de controle, criando uma visão integrada da rede. Com isso, é possível:

  • detectar falhas rapidamente;
  • automatizar respostas operacionais;
  • reduzir tempo de indisponibilidade;
  • otimizar recursos de manutenção;
  • aumentar a confiabilidade da rede.

Além disso, a integração entre automação e conectividade permite que diversos processos ocorram sem intervenção humana, aumentando eficiência e reduzindo erros operacionais.

 

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Comunicação e redução de perdas energéticas

Embora muitas vezes associadas apenas à infraestrutura elétrica, as perdas energéticas também possuem forte relação com a qualidade da comunicação da rede.

A redução de perdas depende diretamente da capacidade de monitorar ativos, identificar desvios operacionais e tomar decisões com rapidez.

Quando existe baixa visibilidade sobre a operação, torna-se mais difícil identificar sobrecargas; equipamentos operando fora da faixa ideal; falhas em transformadores; problemas de qualidade de energia; perdas não técnicas e anomalias de consumo.

A comunicação viabiliza a coleta e transmissão desses dados, permitindo que sistemas analíticos transformem informações em ações concretas.

Esse processo contribui para aumentar a eficiência energética e reduzir desperdícios em toda a cadeia operacional.

A importância desse tema é reconhecida pelo próprio setor elétrico brasileiro. A ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica acompanha indicadores relacionados às perdas técnicas e não técnicas das distribuidoras, reforçando a necessidade de modernização contínua das redes e dos sistemas de monitoramento.

 

LEIA MAIS >>> DADOS, AUTOMAÇÃO E CONECTIVIDADE: COMO REDUZIR PERDAS ENERGÉTICAS COM INTELIGÊNCIA OPERACIONAL <<<

As tecnologias que sustentam a conectividade das utilities

A construção de uma infraestrutura de comunicação robusta exige diferentes tecnologias trabalhando de forma integrada. São elas:

Fibra óptica: A fibra óptica continua sendo uma das principais tecnologias utilizadas por utilities devido à sua alta capacidade de transmissão, baixa latência e elevada confiabilidade.

É amplamente utilizada em backbones de comunicação, interligação de subestações e conexão de centros de operação.

Rádio digital: Em regiões remotas ou de difícil acesso, os sistemas de rádio digital oferecem uma alternativa eficiente para conectar ativos distribuídos e garantir comunicação de missão crítica.

Redes privadas LTE e 5G: As redes privadas vêm ganhando espaço por oferecerem maior controle operacional, segurança e capacidade para suportar aplicações críticas de automação e IoT industrial.

Com a evolução do 5G, espera-se uma expansão ainda maior dessas aplicações no setor elétrico.

LoRaWAN: Ideal para conectar sensores distribuídos com baixo consumo de energia e grandes áreas de cobertura, o LoRaWAN é amplamente utilizado em projetos de monitoramento remoto e telemetria.

Edge Computing: O processamento de dados na borda da rede reduz latência e permite respostas mais rápidas, especialmente em aplicações críticas que exigem tomada de decisão em tempo real.

 

Comunicação como habilitadora das Smart Grids

As Smart Grids representam uma das maiores transformações já vividas pelo setor elétrico.

Essas redes inteligentes dependem da integração entre energia, conectividade, automação e análise de dados para operar de forma eficiente.

Sem comunicação, conceitos como:

  • automação de redes elétricas;
  • medição inteligente;
  • resposta à demanda;
  • integração de energias renováveis;
  • manutenção preditiva;
  • gestão distribuída de ativos;

simplesmente não seriam viáveis.

Por isso, a infraestrutura de comunicação é frequentemente considerada a base sobre a qual as Smart Grids são construídas.

 

Segurança, disponibilidade e resiliência operacional

Mas à medida que a conectividade aumenta, cresce também a necessidade de garantir segurança e disponibilidade.

Falhas de comunicação podem impactar diretamente a continuidade operacional, enquanto ataques cibernéticos representam riscos significativos para ambientes críticos.

Por esse motivo, projetos de telecom para utilities precisam considerar aspectos como:

  • redundância;
  • alta disponibilidade;
  • segmentação de redes;
  • monitoramento contínuo;
  • segurança cibernética;
  • proteção de dados.

A resiliência operacional depende cada vez mais da capacidade de manter a comunicação funcionando mesmo em cenários adversos.

 

O futuro da comunicação nas operações elétricas

Nos próximos anos, a tendência é que a conectividade assuma um papel ainda mais estratégico.

A expansão da geração distribuída, a digitalização das utilities, a integração de recursos energéticos distribuídos e a crescente adoção de inteligência artificial exigirão redes de comunicação cada vez mais robustas e inteligentes.

Tecnologias como 5G privado, edge computing, analytics avançado e IoT industrial deverão ampliar significativamente a capacidade de monitoramento e automação das operações elétricas.

Ao mesmo tempo, a convergência entre TI e OT continuará acelerando a transformação digital do setor, criando operações mais conectadas, previsíveis e eficientes.

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Conclusão

Resumindo, a comunicação deixou de ser apenas um suporte tecnológico para se tornar um ativo estratégico da operação elétrica moderna. Em um cenário onde eficiência, confiabilidade e resiliência são prioridades, a capacidade de conectar ativos, transportar dados e viabilizar decisões em tempo real tornou-se tão importante quanto a própria infraestrutura energética.

Mais do que garantir conectividade, uma infraestrutura de comunicação robusta permite ampliar a visibilidade operacional, reduzir perdas, acelerar respostas a eventos e criar as bases para a evolução das Smart Grids e das operações orientadas por dados.

Nesse contexto, empresas especializadas em conectividade para ambientes críticos desempenham um papel fundamental na modernização das utilities e da infraestrutura elétrica. A Briskcom, por exemplo, atua apoiando organizações na construção de redes de comunicação capazes de sustentar projetos de transformação digital, automação e inteligência operacional, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e preparadas para os desafios do futuro.

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